CENTRO DE VIGILÂNCIA MARINHA REFORÇA DEFESA DA SOBERANIA DO PAÍS - AFIRMA MINISTRO DA DEFESA NACIONAL
Luanda- O Centro Nacional de Coordenação de Vigilância Marítima de Luanda vai garantir a protecção e exploração dos recursos marítimos e a segurança das comunicações, afirmou terça-feira, 16 de Janeiro, o ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, João Ernesto dos Santos.
O dirigente falava no acto de inauguração do centro pelo Presidente da República, João Lourenço. A infra-estrutura vai funcionar em coordenação com os centros do Soyo, Lobito e Namibe.
“O centro representa um passo firme na implementação dos objectivos da reestruturação, do redimensionamento e reequipamento das Forças Armadas Angolanas, afirmou o ministro,.
“Auguramos que o Centro de Vigilância Marítima corresponda às expectativas do sector”, disse o governante .
Por seu lado, o Comandante da Marinha de Guerra Angolana, Almirante Valentim António, considerou a infra-estrutura como uma mais-valia, pelo facto de a segurança da terra também depender do asseguramento marítimo.
“É um investimento, e não podemos dizer que é despesa, porque tem retorno. Pois, quando o mar estiver seguro, a terra também estará segura”, sublinhou, acrescentando que “dependemos muito do mar sobre as nossas importações e exportações, pelo que a segurança marítima está na ordem do dia”.
A primeira fase do centro engloba as áreas técnicas essenciais para o funcionamento do complexo, como fornecimento de electricidade, água e tratamento de esgoto.
O responsável do grupo Construtor Loarves, Ericson dos Santos, disse que para a conclusão desta primeira fase foram contratados mais de 300 profissionais.
O Centro Nacional de Coordenação de Vigilância Marítima de Luanda localiza-se na Estrada Nacional (EN) 100, no bairro Ramiros, município de Belas, a cerca de nove quilómetros da Barra do Cuanza.
O centro comporta sala de operações, salas de trabalho e de reuniões, recepção e auditório. Tem também todos os serviços de apoio para o centro funcionar 24 hora, com dormitórios, copa, lavabos e uma área de manutenção das redes técnicas.
A estação de tratamento de água potável tem quatro tanques de 100 metros cúbicos cada, abastecidos por meio de um furo artesiano e estação de tratamento de águas residuais com capacidade para processar mais de 60 metros cúbicos por dia.